

A semana começou animadora para o Real Madrid, embalado por três vitórias seguidas — incluindo a goleada sobre o Monaco e o triunfo sobre o Villarreal, que chegou a colocar o time provisoriamente na liderança de La Liga. Mas a derrota para o Benfica na Champions League (com um gol de goleiro no fim) mudou completamente o panorama do clube para as próximas semanas.
O resultado não pesa apenas pelo placar: ele mexe diretamente no planejamento, no descanso e até na lógica de mando de campo do Real na reta decisiva da Liga dos Campeões.
O Real Madrid chegou à última rodada da fase de liga da Champions em 3º lugar, mas terminou em 9º — uma queda de seis posições, entre as mais bruscas registradas na rodada. Na prática, isso significa ficar fora da zona de classificação direta às oitavas de final.
Ou seja: em vez de ir direto para o mata-mata, o clube terá de disputar um “degrau a mais” no caminho.
Se tivesse permanecido no G-8, o Real poderia concentrar forças apenas na perseguição ao Barcelona em La Liga nas próximas cinco semanas, com um jogo por semana. O cenário doméstico é apertado e competitivo: o time está em 2º no Campeonato Espanhol, com 51 pontos — apenas um atrás do líder Barcelona.
Com a queda para os playoffs, esse intervalo “limpo” desaparece. A equipe passa a encaixar jogos decisivos da Champions no meio da sequência de La Liga, o que tende a exigir mais rodagem de elenco, aumenta risco de desgaste e reduz o tempo de treino.
O momento também pesa pelo contexto recente: nos primeiros 16 dias de Arbeloa no cargo, o Real fez cinco partidas — média próxima de um jogo a cada três dias. A classificação direta daria uma janela rara para ajustar detalhes, recuperar jogadores e treinar com mais calma até março.
E vale um detalhe importante do planejamento: o calendário poderia ser ainda mais pesado se o time estivesse vivo na Copa do Rei, mas o Real Madrid já foi eliminado da competição.
O Real terá pela frente, no fim de fevereiro, os playoffs da Champions… contra o próprio Benfica. Se avançar, o próximo adversário nas oitavas sai entre Sporting e Manchester City, já em meados de março.
Em outras palavras: além de ter mais jogos, o nível de dificuldade tende a subir rápido.
Há ainda uma consequência esportiva relevante: ao cair para os playoffs, o Real perde vantagem no chaveamento e passa a ter grandes decisões fora de casa caso siga avançando.
Contra o Benfica, o jogo de volta será no Santiago Bernabéu. Mas, em confrontos posteriores (como oitavas e quartas), a tendência é decidir longe de casa. O “fator Bernabéu” só voltaria a aparecer como trunfo decisivo mais à frente, dependendo das eliminações no caminho.
A derrota para o Benfica não foi só “mais um resultado ruim”. Ela muda o ritmo do Real Madrid na temporada: tira a chance de uma sequência mais controlada, adiciona dois jogos de mata-mata no meio da briga por La Liga e ainda pode forçar o time a decidir fases importantes fora de casa.
Agora, a missão é dupla: sobreviver ao calendário apertado sem perder pontos no Espanhol — e, ao mesmo tempo, evitar que os playoffs virem uma armadilha europeia precoce.
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